Matéria-prima proteica líquida para alimentação de ruminantes (bovino, ovino e caprino). Apresenta-se em estado similar ao melaço de beterraba. Inclui-se em rações granuladas e farinhas, alimentadores de misturadoras e carros unifeed. É especialmente efetivo em rações de bovino leiteiro, tacos de bovino extensivo e engorda de vitelos. Confere fundamentalmente uma elevada concentração de proteína bruta como valor nutricional, através de nitrogénio orgânico, de origem vegetal e partes de levedura, e outra parte de nitrogénio não proteico. Tem um importante conteúdo em betaínas que agem como precursoras de agentes protetores hepáticos.

Composição

70%

Matéria seca

47%

Nitrogénio não proteico (expresso em % da proteína bruta total)

44%

Proteína bruta

10%

Cinzas

1,3%

Potássio total

Benefícios

  • Fonte importante de betaína com efeito de proteção hepática.
  • Fonte de proteína de alto valor biológico, substitui farinhas proteicas vegetais. Farinha de soja, colza, girassol.
  • Fonte de nitrogénio não proteico, não ureico, que permite reduzir ou eliminar a ureia na utilização em rações.
  • Efeito tampão que permite controlar a acidose ruminal em dietas com alto conteúdo em amido.
  • Alto poder aglomerante para granulados, ajuda a diminuir perdas em caso de rações granuladas. É possível aumentar 5-10% o rendimento da granulação.

Dose recomendada

Inclui-se em percentagens que oscilam entre 1% e 8% na fórmula da ração ou da mistura.

Em fábricas de ração, devido às limitações técnicas na adição de líquidos, os valores de inclusão habituais oscilam entre 1-3% em misturadora. Em misturadoras de líquidos e pós atingem-se valores máximos de 4%.

Nos alimentadores de misturas e carros unifeed, a limitação técnica é substituída pelo máximo nutricional recomendado. Dependendo do tipo de forragem e/ou ensilagem os valores máximos são 7-8%. Cerca de 0,8-1 kg de Viprotal por vaca/dia.

Em alimentação líquida, a Viprotal é misturada com melaço, glicerina e diversas matérias-primas para o fabrico de uma ração líquida personalizada conforme as explorações pecuárias. Neste caso, a Viprotal confere fundamentalmente proteína, minerais e oligoelementos essenciais.

Instruções

Usa-se, principalmente, através de uma linha líquida diretamente para a misturadora na fábrica de rações. Também se pode utilizar como matéria-prima em alimentos líquidos em forma de melaço.

Tal como todos os líquidos, é recomendada uma boa pulverização e dispersão do produto para uma perfeita homogeneização em toda a mistura.

Embalagem

É comercializada em cisternas de 25 toneladas a granel.

Armazenamento

Recomenda-se armazenar em tanques verticais de aço inoxidável ou fibra de vidro. Se possível, no interior da fábrica ou tanque calorífugo para facilitar o uso e manter uma regularidade nas doses de aplicação do produto.

Tempo de vida útil

Ao ser um produto estável e encontrar-se esterilizado na produção a altas temperaturas, tem uma vida útil superior a um ano a partir da produção.

Exemplos de uso

Exemplo de utilização em exploração pecuária

9 kg de drèches cerveja

7 kg de silo pastagem

35 kg de silo de milho

3 kg de soja 44%

5,6 kg de ração mistura vacas (principalmente cereais, energia e corretores)

0,9 kg de Viprotal

Exemplo de substituição de ureia, farinha de soja/colza e melaço na ração

  1. Proteína Bruta através de NNP amoniacal, que é o fator limitante

    Podem-se substituir de 20-100 gr de ureia/vaca/dia numa ração de 10 kg/vaca/dia
    -100 gr Ureia–> 287,5 gr Proteína Bruta equivalente de NNP
    -A Viprotal tem 44% de PB, da qual um pouco menos de metade é através de NNP (N. Amoniacal): 21% de Proteína Bruta através de NNP.
    Portanto, para equivaler o NNP conferido pela ureia e que é o elemento nutricional restritivo, conclui-se que 287,5/0,21 = 1369 gramas de Viprotal.
    A nível nutricional 1369 gr de Viprotal é o máximo que se pode incorporar numa mistura formulada para 10 kg/vaca/dia substituindo 100 gramas de ureia.
    * 1369 gr de VP por vaca/dia é um valor alto, mas é importante saber o máximo e saber que o teor de 850-900 gr. de Viprotal por vaca/dia é um valor adequado de NNP que vai melhorar a digestão e o balanço microbiano aproveitando melhor a fibra. Além de economizar a fórmula. Tudo isso, naturalmente valorizado conforme o NNP do pasto-forragem utilizado no carro Unifeed.
  2. Proteína Real

    – A Viprotal tem 44% de Proteína Bruta da qual 51% é Proteína Real de origem vegetal. Tendo definido 1369 gr de Viprotal /vaca/dia –> 301 gr. são Proteína Real. Em valores de inclusão de 900 gr de Viprotal vaca/dia seriam 207 gr Proteína Real.
    Essa Proteína real conferida pela Viprotal deve ser reduzida em farinhas de girassol ou colza, o que permite otimizar os custos alimentares
  3. A substituição do melaço de maior custo

    Do ponto de vista físico de homogeneização da mistura, teor de consistência e redução do pó, a Viprotal permite substituir o melaço total ou parcialmente.

Exemplo de utilização em fábricas de ração

Outro destino interessante da Viprotal é a inclusão como matéria-prima em fórmulas de ração destinada a ruminantes. Tanto tacos e granulados como farinhas.

Tem um impacto económico e uma importante otimização quanto mais alta for a proteína bruta da fórmula. Como diretrizes gerais cada 1% de Viprotal substitui:

  • Proteína Real: 0,21% sementes soja 47% / 0,25 sementes soja 44% / 0,30% de sementes colza 00.
  • Proteína à base de NNP: 0,15% de ureia
  • Agente aglomerante: 1% de melaçoÉ necessário compensar os açúcares e amidos reduzidos ao substituir parte do melaço adicionado e as farinhas proteicas.Além da considerável poupança, vemos melhorias na granulação de entre 5-8% de rendimento das máquinas. Tudo isso dependerá da combinação com outras matérias-primas.
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